Insana é a condição do homem, no mundo de suas imperfeições. Embora sobreviva nas suas esperanças, tão humanas, ainda espera na embriaguez suave do anoitecer, algo que lhe faça sentido, na vontade de viver. E não há nada de poesia na sua vida, além da lágrima petrificada, pois ecoa espinhos metalizados, e valores sem sentido.É o homem no mundo de pedra, que ainda espera uma flor surgida no caule de sua grande utopia, e assim reconstrói a esperança, na lágrima e na vida: utopia, utopia.
Nós somos muitos, diferentes, intrigantes. Em cada um de nós uma infinidade de perguntas, respostas, e dúvidas. Somos parte de um todo, mera parte, e todo o todo. Somos o espelho no reflexo de nós mesmos.
Aplausos, ao teatro do amanhecer, às ideias em prática, ao olhar pro horizonte, aplaudo. Aplausos aos que conseguem dizer, aos que conseguem pensar, aplaudo aos que não se intimidam ante o salto e o último suspirar. Aplausos ao palco de viver, ao cerrar das cortinas, ao apagar das luzes, às palmas a se rebater, aplausos por favor.